Não existe preço de tabela para site institucional, e a razão é que o mesmo nome descreve entregas muito diferentes: uma página única com um botão de WhatsApp e um site de oito páginas com texto escrito por alguém aparecem no mercado com o mesmo rótulo. Três coisas explicam quase toda a diferença entre um orçamento e outro: quem executa, quantas páginas o site tem de verdade, e quem escreve o texto. E o preço de construir não é o custo total, porque domínio e hospedagem são anuais e continuam depois que o site fica pronto.
Por que não existe preço de tabela
Perguntar quanto custa um site é parecido com perguntar quanto custa uma reforma. A resposta honesta começa com outra pergunta: reforma de quê, com quantos cômodos, e quem faz.
O problema é que “site institucional” virou nome de coisas muito diferentes. Uma página só, com um botão de WhatsApp, é site institucional. Um site de oito páginas, com textos escritos por alguém, formulário integrado ao seu sistema e configuração de busca, também é. Os dois aparecem com o mesmo nome em orçamentos que diferem em cinco vezes o valor, e nenhum dos dois está mentindo.
Então o caminho para entender preço não é procurar uma tabela. É saber quais variáveis mexem no número, e conferir cada uma no orçamento que chegou até você.
Por que a gente não publica uma faixa
Existe muita tabela de preço de site circulando, e usar qualquer uma delas para se preparar costuma atrapalhar mais que ajudar.
O motivo é simples: faixa publicada é sempre o plano de entrada, e ela cobre entregas que não são comparáveis entre si. O mesmo número aparece descrevendo uma página única montada em modelo pronto e um site de oito páginas com texto escrito por alguém. Quem chega numa conversa ancorado no menor número acaba comparando propostas pelo valor, que é justamente o dado que menos informa.
O que ajuda de verdade é entender as três formas de comprar, porque cada uma distribui o custo de um jeito diferente:
Você monta. O gasto em dinheiro é o menor possível: domínio, hospedagem e talvez uma assinatura de plataforma. O gasto em tempo é inteiro seu, e não termina na montagem, continua em cada mudança. Para quem tem tempo e pouca pressa, é uma escolha legítima.
Plataforma de assinatura. Você paga por mês e recebe editor, hospedagem e modelos. O custo é previsível e baixo no começo. Em compensação, o site vive dentro da conta da plataforma e para de existir se você parar de pagar.
Alguém faz para você. O custo se concentra numa vez só, e o que você compra além do site é o tempo que não vai gastar. É onde a variação de preço é maior, e é por isso que a próxima seção existe: sem entender o que move esse número, dois orçamentos viram só dois valores.
As três variáveis que explicam quase tudo
Quem executa
É a variável de maior peso, e não é sobre qualidade de forma automática. O que muda é a estrutura por trás. Um freelancer cobra o tempo dele. Uma agência cobra o tempo de um time, mais a estrutura que mantém esse time. As duas coisas fazem sentido, para necessidades diferentes.
O que importa na sua decisão é outra pergunta: quem vai atender você quando algo quebrar daqui a seis meses, e quanto tempo essa pessoa leva para responder.
Quantas páginas o site tem de verdade
Página aqui não é aba do menu, é conteúdo distinto que precisa ser pensado, escrito e montado. Uma home mais quatro páginas de serviço não são cinco vezes o trabalho de uma home, mas também não são a mesma coisa que uma página só com âncoras.
Este é o item que mais some dos orçamentos. Se o seu não diz quantas páginas entram, ele não é um orçamento, é uma estimativa, e vai mudar depois.
Quem escreve o texto
Texto é o item que mais aparece como surpresa. Muito orçamento assume que o cliente entrega o conteúdo pronto, e isso raramente acontece. O site então fica meses parado esperando parágrafos que ninguém tem tempo de escrever, ou entra no ar com texto genérico que não vende.
Pergunte de forma direta: o texto está incluso, e quem escreve. A diferença de preço entre as duas respostas é real e vale a pena saber antes.
O custo que continua depois da entrega
Site pronto não é o fim da conta. Continuam existindo:
- Domínio: é o endereço, pago por ano. Um
.com.brcusta poucas dezenas de reais anuais, e é o item mais barato e mais crítico da lista, porque perder o domínio por falta de renovação é perder o endereço que está impresso nos seus materiais. - Hospedagem: onde o site fica. Para site institucional o consumo é baixo, e há opções gratuitas que atendem bem esse porte.
- Manutenção: nem todo site precisa, e isso depende de como foi construído. Site montado sobre plataforma com plugins precisa de atualização periódica. Site entregue como arquivo estático não tem o que atualizar sozinho.
- Mudanças: trocar um preço, adicionar um serviço, atualizar uma foto. Vale combinar antes se isso é cobrado por hora, por pacote, ou se você mesmo consegue fazer.
O que perguntar antes de fechar
Cinco perguntas separam um orçamento comparável de um número solto:
- Quantas páginas estão inclusas, e o que acontece se precisar de mais uma.
- O texto está incluso, e quem escreve.
- Quantas rodadas de ajuste entram no valor.
- O que exatamente eu recebo no fim: um acesso, ou os arquivos.
- Depois de pronto, o que continua sendo pago e para quem.
A quarta pergunta é a que quase ninguém faz e a que mais dói depois. Site que só existe dentro da conta do fornecedor deixa você preso ao fornecedor. Site entregue como arquivo pode ser levado para qualquer lugar.
O barato que sai caro, e o caro que não precisa
Existem dois erros de custo simétricos.
O primeiro é escolher só pelo menor valor e refazer tudo em um ano, porque o site não tinha as páginas necessárias, ficou lento no celular ou nunca apareceu na busca. Aí o custo real foi a soma dos dois.
O segundo é pagar por estrutura que o seu negócio ainda não usa. Um negócio local que precisa ser encontrado e receber contato pelo WhatsApp não precisa do mesmo site que uma empresa que vende para todo o país por formulário.
O critério útil não é caro ou barato. É se o site resolve o que você precisa que ele resolva, e se ele continua seu.
Como estimar para o seu caso
Antes de pedir orçamento, escreva três coisas numa folha: quais páginas o site precisa ter, quem escreve os textos, e o que a pessoa deve fazer ao chegar nele. Com essas três respostas, os orçamentos que você receber passam a ser comparáveis, e a conversa deixa de ser sobre preço para ser sobre escopo.
Em resumo
- Tabela de preço de site engana, porque o mesmo nome cobre entregas que não se comparam.
- Quem executa, quantas páginas existem e quem escreve o texto explicam quase toda a variação de preço.
- Domínio e hospedagem são custo anual e continuam depois da entrega.
- Orçamento sem número de páginas definido não é orçamento, é estimativa.
- Site barato refeito em um ano custa mais que o site certo na primeira vez.
Perguntas frequentes
Dá para fazer um site sozinho e economizar?
Dá, e para muita gente é o caminho certo no começo. O que costuma pesar não é a montagem, é o tempo de manter, escrever o texto e resolver o que quebra. Vale fazer a conta do seu tempo antes de decidir que sair de graça é mais barato.
Por que dois orçamentos do mesmo site chegam com valores tão diferentes?
Quase sempre porque um deles inclui coisas que o outro não inclui: texto escrito, imagens, formulário integrado, número de páginas e quantas rodadas de ajuste entram no preço. Comparar valor sem comparar escopo não diz nada.
Preciso pagar mensalidade para ter um site?
Depende de como ele foi construído. Site em plataforma de assinatura cobra mensalidade e para de funcionar se você parar de pagar. Site entregue como arquivo tem custo anual de domínio e hospedagem, que são bem menores que uma assinatura, e ele continua seu.
Quanto tempo leva para ficar pronto?
A parte técnica raramente é o gargalo. O que costuma atrasar é o material que só você tem: textos, fotos, logo, lista de serviços e preços. Quem junta isso antes de começar encurta bastante o prazo.
Quer resolver isso com a gente?
Se você quiser pular a parte de juntar orçamento que não dá para comparar, a gente faz esse levantamento com você: quais páginas o site precisa ter, quem escreve os textos e o que ele deve fazer com quem chegar. Sai um escopo claro, e aí o preço é uma conversa objetiva.
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